segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Dicas para a primeira Sessão/ Encontro


A Caminho do Primeiro Encontro/Sessão


COMO SE CONHECER:
A vida no mundo BDSM é extremamente complicada. Se conhecer um namorado/namorada no mundo baunilha jé é difícil, isso se torna ainda mais complicado no mundo BDSM, pois aqui a SEGURANÇA da sub está sempre em jogo.
Já ouvi alarmantes relatos de pessoas desse mundo com quem convivo, mas agora, com meu convívio direto com minha pet, {tigerin_hope}_H.’.THOR, ouvi um relato de arrepiar os cabelos.
Há algum tempo, visitando a sala de bate papo da UOL para Sado, ela viu o nome de um Dom com o qual já tinha mantido contato por e-mail e MSN, através de seu Blog. Foi conversar com ele e depois de alguns minutos de conversa percebeu que ele não era ele verdadeiramente.
Alguns comportamentos alarmantes (que podem acender uma luz de alerta nas submissas que visitam essas salas) para um Dom:
+         “Berrar” com a sub como se ela lhe pertencesse ou fosse mero “material”;
)        Um verdadeiro Dominador vai conversar e conhecer a pessoa do outro lado... procurando saber se tem ou não algo em comum com ela e não tentar submete-la imediatamente, mesmo porque, talvez seja um “engano” a pessoa do outro lado do monitor... pode ser alguém de outro sexo, ou alguém só “brincando”;
+         Exigir ve-la nua pela cam;
)        A nudez da submissa não é um ponto essencial, pode-se realizar sessões inteiras com a submissa vestida, sem que se perca o domínio na sessão;
+         Exigir que lhe envie fotos nuas ou de partes nuas de seu corpo;
)        Estes supostos Dom’s na verdade querem “pornografia” gratuita, e a submissa deve se resguardar em relação a isso;


+         Querer colocar “coleira virtual” imediatamente;
)        A coleira, seja virtual ou física é um ato de grande importância, realmente, o ato de maior importância no mundo BDSM, portanto não deve ser levado de forma leviana, mas somente depois de conhecer a submissa, sua vida, sua postura, sua forma de ser e atuar. Primeiro porque é essa pessoa quevai zelar pelo nome do Dono e segundo porque, em contrapartida, ela deve saber se deseja estar atrelada aquele Dono e suas preferências e idiossincrasias;
+         Marcar o 1° encontro direto no Motel ou fazendo exigências que deixem claras as intençoes de ir para o Motel;
)        O primeiro encontro não deve ser confundido com a primeira sessão. Principalmente quando se conhece a pessoa por meios virtuais. Se você conhece a pessoa pessoalmente (como no meu caso) você até pode pensar em misturar as duas coisas, mas, na realidade, não é recomendável.

+         Exigir que a sub leve dildos, prendedores, cordas, algemas e outros “brinquedos”;
)        Um Dono que se preze tem sempre SUA mala “dos prazeres”, com seus objetos. E ele não só leva os objetos, como zela por eles e os guarda e ordena. Já ouvi os mais diversos apelidos para as malas dos Donos, o mais interessante e mais usado (inclusive pela minha pet) é “A Caixa de Pandora”... de onde nunca se sabe o que vai sair!

O PRIMEIRO ENCONTRO:
O mais razoável para a submissa é marcar num local público, a meio caminho de ambos, e de onde ela possa sair sozinha com facilidade. Utilizando-se de conduções próprias (seu proprio carro, ônibus, auxilio de amigos previamente avisados ou taxi) pois isso funciona como proteção contra lunáticos para a submissa.
Faça sempre seus primeiros encontros em lugares públicos. Não vá com um completo desconhecido para outro lugar. Use o senso comum que usaria em uma situação que não tivesse relação com o BDSM, e ainda assim é fácil esquecer-se disto.



A PRIMEIRA SESSÃO:

Se você pretende realizar alguma atividade envolvendo bondage, spanking, resistência ou qualquer outra cena, é extremamente prudente estabelecer uma SAFEWORD (ou palavra de segurança), que signifique "Pare! E eu não estou brincando!" Esta palavra deve ser uma que você não esquecerá e não surgirá por acaso de nenhuma outra maneira. Muitas pessoas usam "Verde-Amarelo-Vermelho:", onde o verde significa "tudo bem," o amarelo "não precisa parar, mas não pegue tão "pesado"," e vermelho "Pare tudo imediatamente"


Tenha muito cuidado ao se relacionar com alguém pela primeira vez - particularmente nos casos onde você ainda não conhece bem esta pessoa, e mais ainda nos casos onde você não tem idéia de como ela reagirá em uma situação problemática.

Algo que pode ser muito útil se você estiver indo a um encontro com alguém que você não conhece bem, combine para um amigo ligar para você em determinada hora. Estabeleça um código que você dirá se estiver tudo bem. Se você não disser essa palavra durante as chamadas, ou se você não responder às chamadas, seu amigo deve imediatamente notificar as autoridades. Certifique-se seu amigo sabe onde você estará, e informe seu acompanhante que você está esperando aquela chamada e precisa atende-la. Alguém que não concorde com isso, certamente não é um uma companhia segura.

Por hoje é só!
Que o GADU esteja com vocês!
.'.HERR THOR.'.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Invasão do território proibido: Sexo Anal

Digamos que você esteja disposto a explorar novas zonas erógenas no corpo de sua gata ou, mais exatamente, sinta-se tentado a compartilhar com ela os prazeres do sexo anal. A idéia pode parecer ótima para várias mulheres, mas (muitas)outras podem não entender as suas boas intenções ao tentar invadir esse "território proibido". O que fazer? Recuar? Jamais! O que você precisa é de uma boa estratégia. O primeiro passo é munir-se de paciência : a conquista pode levar dias, semanas ou até meses.

Sexo Anal é Para Estrategistas

Não é uma boa tática fazer qualquer aproximação violenta, sob pena de perder o seu poder de fogo e a própria gata. Como se sabe, o ânus é uma zona erógena sensível e delicada, por mais que os vídeos eróticos tentem provar o contrário.
Comece com carícias sutis, usando o dedo e a língua, externamente, variando a intensidade e o ritmo. Por mais inibida que seja sua parceira, a vontade de descobrir onde sua habilidade poderá levá-la joga a seu favor. Conte com a natural curiosidade feminina para seguir em frente. Não force a barra (é natural se ela recuar por um período).
Cuidado para não machucá-la, nem bancar o chato. Um trauma nessa área pode ser fatal. Quando sentir que ela está pronta para a penetração propriamente dita, respire fundo e desacelere seu ímpeto. Pergunte se ela está gostando e vá devagar. Géis lubrificantes como o KY são ótimos auxiliares nessa hora.
Se perceber que sua pet gostou da brincadeira, pode acelerar e vai fundo, se ela está agüentando o tranco, uns tapinhas na bunda caem bem...
Por favor, nem por sonho pense em imitar Marlon Brando em O Último Tango em Paris - deixe a manteiga para saborear no café da manhã ao lado dela, depois de ter sido saudado como o amante delicado, doce e habilidoso que você provou ser.
Por hoje é só!
Que o GADU esteja com vocês!
.'.HERR THOR.'.

Namoro na Sex Shop

Muitas mulheres sentem curiosidade de saber como é uma loja de artigos eróticos, mas não tem coragem de entrar sozinhas. O homem atencioso pode ajudá-las a desmitificar esse mundo censurado. Como?Acompanhando-as.
São lojas de supérfluos. Badulaques modernos, desperdício, quinquilharia, como a maioria das lojas de brinquedos. Quase nada ali é necessário. Nem você nem ela precisam de um outro pênis, ou de um vibrador ou de uma camisinha sabor morango.
Os práticos vão perguntar: se não precisa, prá que ir lá? Ora, ninguém precisa de cinema, de videogame ou de carro importado. Para determinadas pessoas, entretanto, uma dessas coisa pode ser o tempero da
vida.
E nem é justo dizer: são anormais os que procuram essas coisas. Há um preconceito puritano em quem diz.
Esses objetos sempre existiram, em todas as culturas, só que agora são produzidos em série e vendidos em lojas.
O problema é atitude. Não se pode levar aquilo a sério. Depender daquilo. Quem não consegue ter ou proporcionar prazer sem aquela parafernália tem alguma coisa torta na cabeça que só o divã de psicanalista pode endireitar.
Há pessoas hipócritas. Na sua cidade não vão a sex shops, mas se viajam ao exterior, New York, Londres, Paris, Amsterdam, são assíduas. Outras, aqui, chegam à porta, vacilam, passam direto, vão à banca da esquina, voltam, olham em volta e praticamente atiram-se lá pra dentro. Pois relaxem todos. Não é mais pecado. Fantasias estão na moda, Porno shops são uma espécie de lazer. Estão entrando na categoria lúdica.
Então, o casal curioso pode até se divertir lá, como num shopping. Fantasiar a dois a brincadeira. Estudar possibilidades. Adivinhar usos. Descobrir novidades. Imaginar a viagem alheia. Conhecer, instruir-se, escandalizar-se.
Eu já fui com a {tigerin_hope} numa sex shop e pude sentir uma certa inquietação nela ao olhar alguns artigos: "Ah,isso em mim, nunca!" E você não vai vir aqui sozinho". Uma recusa cheia de promessas...
Como se minha pet fosse impedir o Dono de comprar sozinho uma surpresa pra ela na sex shop e deliciosamente testássemos, kkkk.

Por hoje é só!
Que o GADU esteja com vocês!
.'.HERR THOR.'.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Viva com seus outros sentidos, não só com a Visão - Parte 2

O mito da beleza interior

“O mais profundo é a pele”
–Paul Valéry
Na adolescência, me orgulhava por dissociar beleza interna e beleza externa. Eu pensava que poderia ter nascido com qualquer rosto, que minha mente era uma coisa separada e que estava acoplada ao meu corpo por puro acaso. Eu mal prestava atenção à minha corporalidade e, por efeito, olhava os outros como tendo um corpo, não como sendo um corpo. Eu não me sentia um corpo e por isso buscava abstrações e sentimentos etéreos nos outros. “Beleza interior” era um tema recorrente, principalmente nas minhas tentativas de conquista. Nada melhor do que valorizar a beleza interior diante de uma menina absurdamente linda, não é mesmo?
Depois de muito tempo, paralelamente ao meu retorno ao corpo por meio da polirritmia, um insight veio à tona: beleza é sempre exterior. Não, eu não poderia ter outra face, outra voz ou outro jeito de andar. À medida que mudo, minha voz muda, meus traços se alteram, meus trejeitos manifestam minha mente. Experimente olhar para qualquer pessoa e perguntar: “Ela poderia ter outra voz que não essa? Outra cara que não essa?”. Quanto mais conhecemos alguém, mais respondemos com um objetivo “Não”.
Ainda que a beleza provenha de qualidades subjetivas, tal interior não só é exterior a nós como se exterioza no corpo do outro em gestos, palavras, faces e olhares. Dada uma certa configuração cognitiva e emocional (um mundo interior), não é qualquer corpo que vai surgir. É como se não houvesse sequer uma união entre corpo e mente, como se de fato nunca tivesse existido separação alguma. Um só ser que se expressa e com o qual nos relacionamos em diferentes linguagens: sons da voz, redes de pensamentos, fluxos emocionais, toques da pele, luminescências da imagem. Corpo e mente não são duas substâncias e tampouco uma. Não dois, não um.
Eis a razão para a completa integração dos cinco sentidos, como se eles fossem um só órgão perceptivo que usasse várias membranas para captar diferentes camadas de estímulos e vibrações: ouvido para som, olhos para luz e assim por diante. O filósofo Maurice Merleau-Ponty, que estudou detalhadamente o fênomeno da percepção, afirmou: “Nenhuma experiência humana se limita a um dos cinco sentidos. Os sentidos se decifram uns aos outros”.
Em nosso cotidiano, não vemos o corpo com atenção. Ignoramos a corporeidade e ultrapassamos a pele, o que é fácil. Bundas perfeitas, ombros delineados, costas que atestam virilidade, bocas que nos provocam… Cada parte do corpo é vista tal qual um objeto inerte, como se a alma estivesse em outro lugar. Mais ainda, cada parte do corpo nos leva para fora, para nosso desejo ou para a investigação da mente ali escondida: “Quem é ele?”. Justamente devido a esse equívoco, perdemos acesso ao próprio corpo e ganhamos apenas superfícies artificiais em nosso campo sensorial. Não haverá diferença entre a bunda da revista e aquela da mulher na nossa frente enquanto buscarmos pela alma em outro lugar, enquanto pensarmos que o espírito está escondido.

Ficar no nível da pele é que é raro. Não precisar tirar os olhos das pernas para ver a alma. Lembrar, a cada instante, que uma pessoa não tem um corpo, é um corpo; que a mente não fica dentro da cabeça, mas na barriga, no pescoço, mãos e tornozelos. Saber que todos estamos nus, completamente acessíveis o tempo todo. Criar relações com os poros, sem precisar ir para outro lugar. Ver a face do outro como necessária, não contingente (“não poderia ser de outro modo”), faz com que comecemos a amá-la, assim como ficamos felizes quando percebemos que nosso passado não poderia ter sido diferente, caso contrário não seríamos o que somos – experiência que Nietzsche chamou de amor fati.
Aquele que é considerado “feio” muitas vezes toma como refúgio a noção de beleza interior sem saber que ela é uma armadilha que consolida e toma como natural sua suposta falta de beleza. Ora, nada falta ao cego pois é de sua natureza não ter olhos! O feio assim nos parece porque estamos procurando algo que não é dele, como se tentássemos, sem sucesso, projetar nossos desejos de beleza em seu rosto, quando deveríamos apenas olhar e receber o que ele tem a oferecer.
As conexões humanas acontecem de acordo com nossos condicionamentos: alguns seres causam aversão em uns e apego em outros. Aquele que nos parece horroroso é desejado por outra pessoa. Um homem aborígene não é nojento em si mesmo pois se o fosse não seria procurado por uma mulher de sua comunidade para uma noite de sexo.
Sem a noção de beleza interior, a natural beleza de todas as aparências é revelada. A profunda alma do mundo está na superfície: tudo é luminoso, nítido, vivo.

A estética como cura da anestesia

“Nothing can cure the soul but the senses”
–Oscar Wilde
Em uma palestra sobre a percepção estética e sobre como nos relacionamos com as obras de arte, o crítico e professor Jorge Coli falou sobre écfrase, a atitude de “deixar a obra de arte falar”, enxergá-la e descrevê-la como ela surge, sem significações adicionais, opiniões ou o clássico “gosto / não gosto”. Segundo ele, com essa prática, a obra nos revela muito mais do que poderíamos suspeitar a princípio, e transborda significados muito mais profundos do que aqueles que rapidamente nela projetaríamos. Em vez de entrar para nossa coleção de objetos, encaixotada em nosso espaço interior, a obra de arte abre nosso corpo, expande nosso mundo.
Cada vez que Jorge Coli pronunciava “obra de arte”, eu ouvia “pessoa” (confesso que a palavra exata era “mulher”) e imaginava como seria uma relação de écfrase mútua. Na verdade, isso é bastante simples. Por generosidade, chegamos ao outro e dizemos: “Não vou sair daqui nas próximas horas, me mostre seu melhor”. Porque essa frase nunca de fato sai em palavras, ela não tem a pressão que aparenta carregar. Qualquer pessoa adora quando tem espaço para se mostrar, para exercitar suas qualidades, jogar seu charme, ter sua beleza admirada. O outro quer ser usufruído, quer se oferecer inteiro.
O que deixa bonita e irresistível cada parte do corpo do outro não são apenas seus próprios traços ou seu entorno, mas o modo como ela se oferece a nós. A boca, bonita nela mesma, fica ainda mais bonita se vista em relação ao queixo, nariz, bochechas, pescoço e os fios de cabelo que invadem os lábios; e totalmente bela quando pede por nosso toque, se abre e chama nossa própria boca.
Para liberar a beleza do outro, não basta saber olhar, ouvir, cheirar, tocar ou lamber. É preciso abrir espaço e convidá-lo a se oferecer a nós. Você se lembra da felicidade e do prazer que sentiu quando enfim conseguiu soltar suas qualidades diante de alguém? Ora, quer presente melhor do que deixar seu parceiro sentir o mesmo? Muito melhor do que oferecer é possibilitar o espaço para que o outro ofereça. Eis a generosidade insuperável: deixar que o outro seja generoso. Desse modo, ainda que ambos recebam, o foco, a energia e a felicidade estão em oferecer.
Na verdade, o que acontece por trás da generosidade é um processo de abertura e descentramento. Quando o foco está em receber, ironicamente nosso corpo se fecha e continuamos insatisfeitos – nunca conseguimos receber o suficiente. Onde não há generosidade, brota carência. No corpo que se fecha, as experiências dos cinco sentidos se empalidecem. Anestesiados, somos capazes até de matar pois quando não sentimos aumentamos o contato com o outro até o machucarmos. Por não vivenciarmos dor em nosso corpo, causamos dor aos outros.
O sintoma mais comum de um casal em crise é a anestesia mútua. Cada parceiro se torna incapaz de realmente se abrir e sentir o outro. Além disso, fica quase impossível olhar o outro em traços puros, sem que cada gesto ou olhar nos remeta a incontáveis lembranças e sensações aflitivas. A ausência de écfrase é inseparável do esquecimento da generosidade: perdemos a disposição em dar crédito, dar tempo, dar espaço, dar respeito, dar nascimento ao outro. Na falta de generosidade, nenhuma beleza é possível. Aquele ser bonito que nos atraía se transforma em um monstro que agora nos causa nojo e aversão.
Sem que precisemos analisar e reconfigurar o conteúdo da crise, sem resolver os vários problemas que causaram a apatia, podemos atacar diretamente a anestesia. Em vez de pensar ou conversar (como pode existir diálogo sem abertura?), usamos o corpo. Anestesia é falta de estesia. Simples assim. No entanto, o que sentiria um corpo doente se lhe retirassem os anestésicos? O maior impedimento à abertura é o fato de que ela inicialmente será uma abertura à dor. Fruir uma obra de arte é fácil, mas ninguém quer ter uma sensação estética da dor. Por isso, à medida que a crise piora, aumentamos a dose de morfina, sem saber que estamos nos distanciando ainda mais da solução.
Sofrer, contudo, não libera o sofrimento. Vamos sentir nossa própria dor apenas para que possamos sentir a dor do outro. De fato, elas são uma e mesma coisa. Ao focar em como liberar a dor do outro, já estamos operando com generosidade. Já estamos abertos e alegres pelas pequenas alegrias que causamos. Com esse espaço, ele novamente solta suas qualidades, seu charme. Não é por acaso que o outro volta a ficar bonito e a nos atrair. Generosidade dá tesão… Ignoramos as demandas de nosso autocentramento e simplesmente nos abrimos. Caso contrário, vamos perder muito tempo pedindo e buscando por aquilo que nossa contração nos faz desejar. Muito mais fácil se conseguirmos dissolver o autocentramento, raiz de nossos problemas.
E então, durante a crise, sem respeitar regras e coerências, empurramos o outro para baixo do chuveiro. Em meio a brigas constantes, desânimo e intolerância, nenhum dos dois toparia tomar banho juntos, assim, do nada. Mas nosso corpo, por mais que relute, deseja o toque. Com a água correndo, deixamos que a mão, não a mente, faça o trabalho. E confiamos na sabedoria natural do outro corpo para expor sua dor. De novo, o mesmo processo: ele vai soltar o que tiver e nós abraçamos o que vier. Até que a dor cesse e ele siga oferecendo sua arte, que é o que sabemos fazer melhor.
Por hoje é só!
Que o GADU esteja com vocês!
.'.HERR THOR .'.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Viva com seus outros sentidos, não só com a Visão - Parte 1

E se, em vez de pensar ou teorizar, deitássemos nosso corpo sobre a beleza e os cinco sentidos? Além de reflexão ou idéia, como seria esse toque? Melhor do que uma abordagem intelectual, que tal uma encoxada na estética dos relacionamentos?

Crítica à supremacia da visão

Vivemos imersos em uma cultura da visualidade. É o excesso do sentido da visão, mais do que qualquer outro, que define a relação de nosso corpo com o mundo. Se uma empresa quer fazer aparecer seu produto (ainda que ele seja direcionado ao nosso paladar, como um chocolate), ela prepara um comercial na TV para ser visto – não ouvido, cheirado, tocado ou degustado. Publicitários sabem que é a força da imagem que movimenta nosso desejo.
Por tal supervalorização, a visão é nosso sentido mais desenvolvido e aquele que retiraria de nós a maior porção de mundo em caso de perda. Sem qual sentido você viveria melhor? Visão ou olfato? Em qual dos cinco sentidos sua namorada é mais presente para você? Por qual sentido seu marido a ama mais? Quando você lembra de alguém, qual o sentido predominante?
Em um palestra que assisti num SESC SP, o professor Norval Baitello (doutor em comunicação e semiótica pela Universidade de Berlim) falou de outras culturas em que o sentido predominante não é a visão. Em uma delas, o cumprimento “Tudo bem com você?” significa algo assim: “Como está seu cheiro hoje?”. Para ele, visão e audição são os sentidos da distância, enquanto tato, gustação e olfato são os sentidos da proximidade, da intimidade.
De fato, para um relacionamento, cheirar é muito mais importante do que ver, pois podemos ver qualquer um, mas cheirar apenas aquele que nos é próximo. A visão não define amor algum: vemos bundas na Playboy, decotes à distância, mulheres na webcam, homens estranhos ao redor. Se a visão predomina, é porque não há relação íntima. A audição também: conversamos por telefone ou Skype, ouvimos milhares de vozes estranhas em um bar… Nossa visão e audição são preenchidas por muitos com os quais não temos quase nenhuma relação.
Com nosso parceiro amoroso, no entanto, a visão e audição perdem poder. O outro está perto demais para ser visto, silencioso demais para ser ouvido. Antes ela era um quadril perfeito, costas lindas, ombros, colo e cabelos inebriantes. Sua beleza estava nos traços. Agora, no escuro do quarto, seus limites se misturam e é precisamente isto que a faz bonita. Seu quadril não é mais visto. É tocado, cheirado, empurrado, puxado, lambido, mordido. Antes ele se destacava por estar separado, pela impositiva linguagem visual, das costas e das pernas. Agora, o quadril se desdobra e nos leva às pernas e às costas. Ele é um prolongamento do prolongamento. Antes, o corpo tinha começo e fim, dos pés à cabeça, distinto do chão e do local onde se movia. Agora, o corpo é infinito: assim que o entendemos, assim que o capturamos 100%, ele muda de posição e logo o perdemos novamente. Sua mulher se estende diagonalmente na cama, você se deita em cima, tenta envolvê-la com seu corpo e descobre que, sem a visão, é impossível tocar de uma só vez a extensão completa de seu corpo. Na verdade, nem a visão consegue isso, já que é impossível ter uma perspectiva de 360º.
No dia seguinte, ela não nos parecerá bela por imagens na memória. Sua beleza estará no cheiro dos dedos e unhas (aquele que o sabonete parece ignorar e você quer que ele continue ignorando), no relevo da língua, no gosto alterado da saliva, na lembrança de como o corpo dela deslizava pelo seu – sabe aquela aura que o outro deixa a um centímetro de nossa pele?
Se nós, como sociedade, escolhemos colocar o sentido da visão acima de todos os outros, não deveríamos reclamar da falta de profundidade e criatividade em incontáveis relacionamentos. Ora, o sentido que mais estimulamos, a capacidade que mais treinamos, é justamente aquela que usamos apenas até o ponto em que tocamos nosso parceiro, até o ponto em que a relação começa.
Mais ainda, a visão é sentido da dualidade: sujeito aqui, objeto lá; olhos de um lado, paisagem de outra. Em todos os outros, objeto e sujeito se confundem. Onde está mesmo o som dessa música? Aqui dentro ou fora? Enquanto você coloca sua mão em mim, que parte do toque é sua e que parte é minha? Com um morango ou chocolate na boca, sou capaz de saber o que é morango, chocolate, o que é língua e o que é gosto de morango e chocolate? Seu cheiro é isso que vem de você ou isso que parece que brota de dentro de mim? Na verdade, a visão também funciona de modo não-dual, mas por ela é muito mais complicado vivenciar a não-dualidade. Sua ilusão de dualidade (a sensação de que o mundo está lá fora), é tão persistente que nos leva a acreditar que a cor, por exemplo, é uma propriedade dos objetos.
A visão é também o sentido pelo qual medimos a beleza: o outro é belo ou não na medida em que sua imagem é bela. Nossa experiência estética do mundo, originalmente ampla e proporcionada por cinco vias, se restringiu de tal forma que atualmente sequer usamos nariz, pele, ouvido e língua para responder à pergunta “E aí? Bonito ele?”. Usamos apenas os olhos! Esquecemos que aquele homem que parece belo aos nossos olhos talvez nos pareça horrível pelo nariz, pele, ouvido e língua. E aquela mulher que nos excita pela visão talvez não seja aprovada por nossa pele.

Uma venda vermelha

De olhos bem fechados. Para as melhores sensações da vida, cerramos as pálpebras, puxamos o ar e abrimos os poros. Percebemos que para a beleza do amor a visão é secundária. Se pudéssemos guardar algo de nosso parceiro, escolheríamos um cheiro, toque ou gosto, não algo que pudesse estar disponível no Facebook ou no YouTube.
No meio de um bar, de olhos abertos, tudo o que você vê é um bar. De olhos fechados, pode imaginar o céu acima, a rua que leva para a casa dela, a casa dela, o perfume dela, ela sem perfume, a textura da pele, o gosto da brisa do céu acima da casa dela… De olhos fechados, você não tem só um bar, você tem o mundo.
No canto da cama, de olhos abertos, você vê a boca dela vindo até a sua, armários ao fundo, teto, luminária, paredes e um quadro. De olhos bem fechados, o quarto inteiro é a boca dela, o mundo são lábios que o envolvem por completo. Você esquece que tem pés e pernas. Você não vê uma cama em um quarto em uma cidade em um país em um planeta… De olhos fechados, só há o beijo. Eis por que o amor é cego (uma venda vermelha, mais precisamente) e não deveria ser de outra forma.
Continua…
P.S.: Se quiser contribuir para a construção de uma sociedade menos imagética, ame alguém. Você naturalmente será menos refém de sua visão e vai treinar muito mais os outros quatro sentidos. O mundo se expande e as imagens se empalidecem diante das belezas cheiradas, tocadas, degustadas e ouvidas.

Por hoje é só, amanhã tem mais!
Que o GADU esteja com vocês!
.'.HERR THOR .'.
 

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Crie um blog para ela(e) por Gustavo Gitti


Já faz um tempo que me delicio com os textos de Gustavo Gitti em seu blog http://nao2nao1.com.br/ , que se descreve como um blog sobre relacionamentos lúcidos (para homens e mulheres). 
Esse texto sobre como usar um blog como um mimo de sedução e amor entre o casal é de 2006, mas continua atual, afinal, no meu caso, quem começou meu blog foi a minha pet Hope e estou adorando, o seduzido foi eu.
Divirtam-se e reflitam com o texto do Gustavo.
Por hoje é só!
Que o GADU esteja com vocês!
.'.HERR THOR.'.

Crie um blog para ela(e)
É simples, rápido e dá um ótimo resultado a longo prazo. O título pode ser “Declarações, desejos e loucuras” ou “Amores virtuais” ou “Sai da internet e vem logo pra cama!”. Eu considero o próprio http://www.blogger.com/ o melhor entre os gratuitos. É fácil de configurar e a interface é muito intuitiva. Lembre-se apenas de não deixar o blog público (ou deixe… pensando bem, uma declaração pública também é muito interessante!).
Fiz isso pela primeira em 2003, com o sistema de sites do Yahoo. Eram páginas soltas, uma por mês, imitando a estrutura de um blog. A idéia era expandir nosso espaço de amor para locais digitais, fazer uma cama virtual. Já troquei de sistema e de nome, mas o mantenho ativo até hoje.
O blog é interessante tanto para os escritores compulsivos quanto para os que não ousam fazê-lo tão frequentemente. Se você escreve bem, por que não organizar tudo isso como uma grande declaração para sua mulher? Se não escreve, o blog funciona como um lembrete e um motivo a mais para tentar. Afinal, você não vai deixar seu blog desatualizado, não é mesmo?
Ao desenvolver o hábito de escrever sobre a relação, você começa a refletir sobre ela, a contemplá-la cuidadosamente. Cada momento vivido ganha uma poética adicional. No dia seguinte daquele sexo fenomenal, você dará de presente um poema, um surto literário, um texto com gemidos e sussurros. No dia seguinte da briga, talvez um pedido de desculpas, talvez uma cantada ou o agendamento de um encontro inesperado. Depois daquele jantar, você relata tudo com detalhes, cena por cena, para ela reviver aquilo. Com isso, algo curioso começa a ocorrer. Para relatar, para escrever, para ver a poesia, o olhar fica mais afiado e as próprias experiências ganham mais densidade e profundidade. A simples presença do blog dá um espaço a mais para o amor penetrar nos fenômenos.
Vocês podem fazer um blog escrito a dois ou um unidirecional. De qualquer forma, nem sempre escreva para ele(a). Tente escrever sobre ele(a), escrever para você mesmo ou escrever de modo mais impessoal como num ensaio qualquer. Utilize todos os discursos possíveis. O blog é bem diferente do email pois o email quer ser lido e o blog espera. O email invade, o blog deixa-se invadir. O email se perde, o blog faz arte da vida.
Para as mulheres: use esse espaço para jogar tudo aquilo que não cabe na relação, escreva para desafiá-lo, testá-lo, provocá-lo. Para os homens: seduza-a (“writing is sexy”), elogie-a (treine-se nessa arte!), relate cada cena para depois viver outras com mais lucidez e presença, conquiste-a a cada texto, faça carinho nela com palavras (isso melhora a qualidade de seu próprio carinho com o corpo).
Use o blog para descrever suas fantasias sexuais. Descreva com detalhes o que deseja fazer, como gosta, do que gosta, quando gosta. Use-o para celebrar sua relação. Uma homenagem a um amor que nos transcende, que não pertence a nenhum casal. Quando vocês dois morrerem, o blog seguirá nesse mundo virtual, simbolizando o amor impessoal que não cessa…
Por hoje é só!
Que o GADU esteja com vocês!
.'.HERR THOR.'.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Posições Sexuais & A Igreja!


POSIÇÕES SEXUAIS E SEUS PECADOS…
Posição de Quatro:É uma das posições mais humilhantes para a mulher, pois ela fica prostrada como um animal enquanto seu parceiro ajoelhado a penetra. Animais são seres que não possuem espírito, então o homem que faz o cachorrinho com sua parceira fica com sua alma amaldiçoada e fétida.
Sexo Oral:O prazer de levar um órgão sexual a boca é condenado pelas leis divinas. A boca foi feita para falar e ingerir alimentos e a língua para apreciar os sabores. A mulher engolindo o sêmen não vai ter filhos. E o homem somente sentirá dores musculares na língua ao sugar a vagina de sua parceira.
Sexo Anal:O ânus é sujo, fétido e possui em suas paredes milhões de bactérias. É o esgoto propriamente dito. No esgoto só existem ratos, baratas e mendigos. A pessoa que sodomiza ou é sodomizada ela se iguala a um rato pestilento. Seu espírito permanece imundo e amaldiçoado. Mas o pior é quando o ato é homossexual, pois o passaporte dessa infeliz criatura já está carimbado nos confins do inferno.
::: Veja a maneira certa de se relacionar sexualmente, segundo a cartilha :::
Posição Recomendada:O homem e a mulher devem lavar suas partes com 1 litro de água corrente misturado com uma colher de vinagre e outra de sal grosso. Após isso, a mulher deve abrir as pernas e esperar o membro enrijecido do seu parceiro para iniciar a penetração. O homem após penetrar a mulher, não deve encostar seu peito nos seios dela, pois a fêmea deve estar orando ao Senhor para que seu óvulo esteja sadio ao encontrar o espermatozóide. Depois do ato sexual, os dois devem orar, pedindo perdão pelo prazer proibido do orgasmo. Como penitência… O açoite com vara de bambu é aceito em forma de purificação.


Conclusão I: OU NOS VEREMOS TODOS NO INFERNO OU VAI FALTAR BAMBU NO MUNDO!!!
Conclusão II: SE ALGUÉM PRECISAR DE BAMBU, LÁ EM CASA TEM MUITO, MAS EU NÃO USO.
Conclusão III: SAL GROSSO, VINAGRE e CARNE NO BAMBU? VAI TRANSAR OU VAI FAZER CHURRASCO !!!

É só Humor Negro!
Alguma outra Conclusão? KKK...

- Hope Subway -
.'. HERR THOR .'.
Por hoje é só!
Que o GADU esteja com vocês!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Todo Tempo


Algumas vezes o gosto do seu beijo
Não consegue sair da minha boca
Sinto a pulsação que é transmitida
Pelo contato e suor entre as mãos

Tento refazer a sensação que sinto
Quando tenho sua presença comigo
Mas falta alguma coisa que não sei
Algo é necessário para ser verdade

Talvez seja o balançar dos seus cabelos
Que não imagino em toda sua plenitude
Ou simplesmente o brilho de seus olhos
Que tento prever a cada novo segundo

Talvez sejam as palavras que você fala
Pronunciadas no momento mais íntimo
Ou simplesmente algo que seja a ilusão
Que só se cumpre perante sua presença

O tempo voa como os sonhos de criança
E minha tentativa é resgatar este tempo
A manhã que era longa foi transformada
Em noite em poucos e intensos instantes

O espaço definido entre tempo e realidade
Antecipadamente se torna o breve passado
E o que era para ser um extenso encontro
É convertido a pequenas partes de segundo

Chego a não crer que todo tempo lhe tenho
Por pouco tempo e assim não consigo crer
Que este todo tempo é um pedaço do tempo
Que minha percepção não consegue prever

Que o pouco que quero e desejo é ter você
Por todo tempo que tenho e resta para se ter
E esse desejo suborna meus outros instintos
Que tenho e necessito ter para poder sobreviver

É esta presença que me cerca totalmente
É uma sensação que eu quero reproduzir
Assim consigo entender que meu maior desejo
É o simples conceito de todo meu tempo ter você.

Por hoje é só!
Que o GADU esteja com vocês!
.'.HERR THOR.'.

Cerimônia de Posse e Encoleiramento


Nesse Final de Semana, como havíamos avisado, ficamos OFF LINE, pois realizamos
nossa Cerimônia Ritual que Oficializou o encoleiramento de
Hope Subway, tornando-a {tigerin_hope}_H.'.THOR.
Assim, é com imenso prazer que partilhamos com os amigos um pouco
de nossa felicidade com este vídeo!

video

Esperamos que tenham gostado!


Um beijo açucarado...
{tigerin_hope}_H.'.THOR


Que o GADU esteja com vocês!
.'.HERR THOR.'.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Uma mulher me espera em casa


Dia de esbodegante trabalho. Tudo que eu preciso é chegar em casa e relaxar. Sei que ela me espera, pronta como sempre.
Mal dá tempo de entrar e já vou sentando na sua frente. Sem exigir prelúdios, ela arranca minha calça. Seus olhinhos fixos em mim. Não pisca enquanto tira a cueca. (Se descrevo no presente é porque a cena se remonta igualzinha quando lembro, sem nunca virar passado).
Esfrega a cara inteira. Coloca quase tudo na boca. Gosta de mostrar o quanto adora o que faz, como se quisesse dizer que poderia ganhar por isso, fazer disso sua profissão. Mas é só minha, na faixa. Não cobra mais do que essa cara aqui de cabra sortudo.

"Ele deve estar chegando. Preciso me arrumar." | Fonte: SuicideGirls.com
Delicada de nem um pouco. Tem fome. Engole, mama como se não fosse ter outra oportunidade. A música não é das melhores, mas foda-se, a atuação supera. Lambe o saco, suga as bolas, as mãos se revezam, batem e acariciam os arredores. Movimentos milimétricos, cirúrgicos quase.
A língua de fora percorre barriga, peito, ombro, até se acabar na minha orelha. Tudo sem largar embaixo. Ela sempre começa já querendo ver o fim. Senta, arde, rebola. Pede mais assim que começo com os tapas.
Antes um silêncio, depois um grito cortado. Gozo de deixar qualquer homem preocupado. Assusto um pouco, não lembro dela assim. Sem descansar, deitada, recebe por cima, bem fundo. Nada de fora. O que não entra bate.
Vai subindo até se ajeitar de quatro. Vou firme e forte naquela bunda vermelha, bem empinada, prontinha. Mais alto que os gemidos, dá para ouvir ela se dedando enquanto disparo xingamentos. Goza de novo, tensa, quase tremendo.
Já sem aguentar mais, pergunto se está tudo bem, finjo estar calmo, sem expectativas. Ela percebe e empurra seu corpo pra trás e pra frente, voltando cada vez mais forte. Rebola com o pescoço até.
Gozo igual menino.
Fecho a aba. Limpo o histórico e o chão. Obrigado mais uma vez, Sasha.

Por hoje é só!
Que o GADU esteja com vocês!
.'.HERR THOR.'.

O Corpo - Os Corpos

O teu corpo         O meu corpo       E em vez dos corpos
que somados seriam nossos corpos
implantam-se no espaço novos corpos
ora mais ora menos que dois corpos

Que escorpião de súbito estes corpos
quando um espelho reflecte os nossos corpos
e num só corpo feitos os dois corpos
ao mesmo tempo somos quatro corpos

Não indagues agora se o meu corpo
se contenta só corpo no teu corpo
ou se busca atingir todos os corpos

que no fundo residem num só corpo
Mas indaga sem pausa além do corpo
o finito infinito destes corpos

David Mourão-Ferreira


Por hoje é só!
Que o GADU esteja com vocês!
.'.HERR THOR.'.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Amor à vista

Entras como um punhal
até à minha vida.
Rasgas de estrelas e de sal
a carne da ferida.

Instala-te nas minas.
Dinamita e devora.
Porque quem assassinas
é um monstro de lágrimas que adora.

Dá-me um beijo ou a morte.
Anda. Avança.
Deixa lá a esperança
para quem a suporte.

Mas o mar e os montes...
isso, sim.
Não te amedrontes.
Atira-os sobre mim.

Atira-os de espada.
Porque ficas vencida
ou desta minha vida
não fica nada.

Mar e montes teus beijos, meu amor,
sobre os meus férreos dentes.
Mar e montes esperados com terror
de que te ausentes.

Mar e montes teus beijos, meu amor!...

Fernando Echevarría


Por hoje é só!
Que o GADU esteja com vocês!
.'.HERR THOR.'.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

- OFF LINE -


Queridos leitores... ficarei OFF LINE todo o Final de Semana!
Estarei Encoleirando, Rebatizando e tomando Posse OFICIALMENTE
de minha Pet!
Mas deixei postagens novas para seu deleite!
Volto na segunda feira...
Com novidades!

Por agora é só!
Que o GADU esteja com vocês!
.'. HERR THOR .'.

Poema de amor

O céu, as linhas de luz na água,
caminhos diferentes para o coração.
A queda de sons diversos na atenta coincidência
dos ouvidos. A relação de uma límpida tarde
com um movimento de ombros junto do teu corpo,
na luminosa sequência da tua voz.
Um andar divino de transparente espectro
sobre o fundo de árvores;
o acentuar da impressão dos teus olhos
na quente atmosfera estagnada.
Mas o súbito levantar do vento dissipou
a primitiva aparência. Um canto lívido
de mortas recordações apenas subsistiu,
o indefinido desgosto dos teus braços,
o remorso de gestos incompletos
que a memória suspende.
Nem me espanto já com a tua proximidade.
Bem vindos, decompostos lábios!
O ranger da cama sobrepõe-se
ao ruído das cigarras.

Nuno Júdice

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Braile


Leio o amor no livro
da tua pele; demoro-me em cada
sílaba, no sulco macio
das vogais, num breve obstáculo
de consoantes, em que os meus dedos
penetram, até chegarem
ao fundo dos sentidos. Desfolho
as páginas que o teu desejo me abre,
ouvindo o murmúrio de um roçar
de palavras que se
juntam, como corpos, no abraço
de cada frase. E chego ao fim
para voltar ao princípio, decorando
o que já sei, e é sempre novo
quando o leio na tua pele.

- Nuno Júdice -

Por hoje é só!
Que o GADU esteja com vocês!
.'.HERR THOR.'.




quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Cala minha boca com a tua


Tua boca brilhando, boca de mulher,
Nem mel, nem mentira,
O que ela me fez sofrer, o que ela me deu de prazer,
O que de mim ninguém tira
Carne da palavra, carne do silêncio,
Minha paz e minha ira
Boca, tua boca, boca, tua boca, cala minha boca

- Caetano Veloso -
 
 
Por hoje é só!
Que o GADU esteja com vocês!
.'.HERR THOR.'.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Paixão Perdida


Ela arranca de meu peito o coração e sai correndo
Não deixa um rastro ou um vestígio de sua atitude
Apenas despedaça meu ânimo e caminha até a rua

Não lhe verei mais nua sentada ou deitada cansada
Não lhe terei mais em minha cama melada e suada
Mas ainda assim sonharei a noite com ela molhada

Ela transformou minha vida na mais longa jornada
E pela estrada que ela escolheu seguiu alucinada
Tentei acompanhá-la mas ao final encontrei o nada

É uma princesa linda que vive no mundo encantado
E que eu em algumas vezes para lá fui convidado
Mas o meu convite expirou e o prazo está acabado

Os limites foram vencidos e a batalha está iniciada
De um lado um poeta completamente apaixonado
Do outro uma princesa que já nasceu encantada

Um com suas manias e seus gestos incontroláveis
Outra com a insegurança e uma dúvida permanente
Ambos com suas armas falhas destinados a derrota

Ele porque não terá o gosto suave daquela boca
Nem o toque generoso de suas delicadas mãos
Restará a lembrança de momentos sem descrição 

Ela porque não terá mais os carinhos permanentes
Nem as melhores palavras ardentes e envolventes
Apenas serão apagados os versos inexistentes

Foi uma história escrita com momentos intensos
Baseados em argumentos que ninguém entende
Mas que trás em suas entrelinhas uma saudade

De um tempo onde não existiam as relutâncias
Nem as dúvidas que hoje se tornam incessantes
Apenas existia a paixão entre o poeta e a princesa.

Feliz  Valentine's Day, Hope!

Por hoje é só!
Que o GADU esteja com vocês!
.'.HERR THOR.'.




segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Acerto de contas

Antes que possa haver qualquer tipo de problema futuro que possa interferir na nova vida da Hope comigo, decidi hoje fazer um acerto de contas com D.R., seu ex-marido e idiota que a espancava frequentemente.
A parte ritualística oficializando a Hope como minha submissa está marcada para o dia 18/02, e só me lembrei no fim deste dia que dia 14/02 é Valentine's Day, o Dia dos Namorados em quase todo o mundo (aqui é dia 12/06, sabe-se lá porque...) e nem dei um telefonema, nem levei minha pet pra jantar e presentear, mas o que acabei fazendo esta noite foi por ela, é justificado e ela aprovará o que fiz. Sairei com ela amanhã.
Liguei e me encontrei com D.R. de forma sociável, depois de um tempo conversando, fui explicando que estou assumindo minha relação com a Hope, deixando bem claro que desaprovo a maneira que ele tratava ela enquanto estavam casados (tanto que até tenho um selinho de Dominação Sim, Espancamento, Não).
Mesmo sabendo que eles já estão juridicamente divorciados, D.R. teve umas recaídas, procurou a Hope e chegou a machucá-la mesmo já separados.
Deixei-lhe bem claro que não quero mais nenhuma interferência dele ou sua presença a menos de 100 metros da Hope, ou ele teria de se entender comigo novamente, o que não seria muito agradável.
Ele não parecia estar levando muito a sério o que eu estava falando, e para mim, aprende-se melhor na dor que no amor, e as ações extremas, sempre são seguidas de reações extremas, e eu precisava deixar claro e na lembrança dele que eu não estava brincando, por isso...
Depois de uma conversa adulta, responsável, ponderada e extremamente civilizada e cavalheiresca...
Terminei deixando ele totalmente arrebentado na porta do P.S.
KKKKKKKKKKKKKKKK
(risada maquiavélica)
Por hoje é só!
Que o GADU esteja com vocês!
.'.HERR THOR.'.

O Sabor da Tua Boca


É um gosto que faz minha boca balbuciar
É aroma que estremece minha percepção
É uma fantasia que não consigo explicar
É um tesão que se transforma em ilusão

É uma satisfação que agrada o meu corpo
 a vontade que às vezes me deixa louco
É um segundo em um espaço de tempo
É uma lembrança que persegue sempre

É um lapso que circula em minha mente
É a vontade que me deixa muito carente
É desejo quando você não está presente
É a novidade quando você está ausente

É o momento em que algo se transforma
É o instante mágico em que tudo se cria
É o minuto em que a forma do mar muda
É o instinto que somente você tem a cura

É uma sensação que corrompe minha vida
É um escudo que trago em minha batalha
É uma busca incessante por uma trajetória
É o final que caminha com destino a vitória

É algo que inspira o meu desejo perdido
É uma fonte que me traz para o mundo
É o instante mágico que não posso perder
É a sensação que preciso para sobreviver.

Por hoje é só!
Que o GADU esteja com vocês!
.'.HERR THOR.'.