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quinta-feira, 17 de março de 2011

O que define uma relação BDSM?

O que define uma relação BDSM?

Já vi e participei de vários debates em listas de discussão, chats e pessoalmente onde as pessoas do meio BDSM tentavam chegar a um consenso do que define uma relação como BDSM ou não.
Esta definição nunca foi fácil e isso se deve ao fato de que trata-se de um conceito pessoal. É evidente que determinados grupos podem estabelecer critérios para a aceitação das pessoas em seus quadros, mas isso não impõe aos indivíduos de fora daquele grupo o conceito adotado por eles.
Mas onde começa o BDSM em uma relação "baunilha"? Em um tapa na hora da transa? Um xingamento que excita? Em uma "pegada" mais forte? Um beijo no pé? E por que isso tem alguma importância?


A importância desta definição (ou da não existência de uma...) está no preconceito. O BDSM sofre aos olhos da sociedade uma rejeição de um modo geral por associa-lo à violência e ao crime, embora para qualquer pessoa que se proponha a conhecer o assunto descubra com facilidade que qualquer relação que não seja SÃ, SEGURA e CONSENSUAL não possa se enquandrar como BDSM.
Portanto, acredito que o CRITÉRIO para definir se uma relação é ou não BDSM deva ser INCLUSIVO, trazendo para dentro do que é BDSM mesmo as práticas desprovidas de liturgias ou formalismos, pois com isso as pessoas perceberão o quanto o BDSM é presente em sua vida erótica, mesmo que não de forma extrema ou disciplinada, mas de um modo que pode (se for da vontade dos envolvidos) ser aprimorado técnicamente.


Se utilizarmos este critério vamos ver o BDSM em mais do que estamos acostumados (grupos fechados, misteriosos e fora do alcance), em práticas eróticas cotidianas e que não fazem de ninguém um desequilibrado por praticá-las.


Por hoje é só!
Que o GADU esteja com vocês!
.'.HERR THOR.'.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Caminhando para um relacionamento D/s feliz

Caminhando para um relacionamento D/s feliz

Relacionamentos envolvendo Dominação / submissão são de um sensível equilíbrio para que se vejam estabelecidos de forma completa. É um processo que tem início de formas variadas, com cada caso tendo as suas particularidades, porém com pontos em comum.
Superados os primeiros contatos (normalmente virtuais) e conseguidas as definições de objetivos principais comuns, é preciso que se estabeleça o DIÁLOGO.

Para quem viveu até então em um ambiente de fantasias, isso pode ser frustrante, por significar um retardamento da PRÁTICA, mas é um período fundamental, pois partir para a realização de fantasias com a pessoa errada, certamente é o caminho da frustração, e conseguir uma realização prática muito diferente daquela que foi sonhada.
Quem sempre viu os relacionamentos de Dominação / submissão (D/s) de fora, sempre os vê de forma INTENSA, PERFEITA e PRONTA. Porém, a realidade não é assim. Como em uma peça de teatro, onde o público assiste o resultado de muitos ensaios, trabalho árduo de bastidores, também é assim aqui.

Para que se chegue a um resultado satisfatório será preciso muita conversa, diálogo, troca de opiniões e conhecimento técnico sobre práticas, que é o equivalente aos ENSAIOS, os “laboratórios”, as pesquisas feitas para se compor um personagem.
Trata-se de uma analogia que poderia ser feita com a grande maioria das atividades profissionais, nas quais sempre é preciso uma preparação e esta preparação em nosso caso, se dá conhecendo um ao outro.
Uma visão distorcida comum é que uma vez dentro do ambiente de convivência das relações D/s, não cabe qualquer questionamento à quem se intitula “dom”, “mestre”, “rainha”, “lorde” ou qualquer outro denominação que implique em mostrar sua condição de dominante do interlocutor.
Esta premissa tão difundida FORA do meio precisa ser desmistificada e todos necessitam compreender o quanto é SAUDÁVEL se questionar a quem não se conhece. O quanto fará BEM a ambos que se possa ir adiante com todas as dúvidas esclarecidas.
E isso nada tem de DESRESPEITO, porque quem teme o DIÁLOGO ou mesmo teme ser questionado, não merece confiança.
Algumas pessoas poderiam questionar se todo este diálogo e questionamento não tirariam o caráter D/s da relação.
Digo que não. Porque a relação D/s mesmo não se estabelece até que seja superada esta fase de questionamentos e diálogo. Só após esta fase que a CONFIANÇA passa a reinar e aí sim, podemos falar em uma relação D/s. Essa capacidade de comunicação nada tem a ver com uma distorção de quem MANDA NA RELAÇÃO, porque até que a relação esteja estabelecida, o poder ainda não foi entregue às mãos do TOP.
Por isso é que nos primeiros contatos, mais do que conhecer o Dominador ou a submissa, as pessoas irão conhecer os SERES HUMANOS. E há que se ter em mente que estamos lidando aqui com uma atividade erótica na qual se estimula intensamente o corpo e desenvolve-se uma nova concepção, que amplia em muito o conceito do sexo tradicional, para uma gama enorme de prazeres possíveis.
Serão conhecidos aspectos novos ou escondidos da própria personalidade, um grande exercício de auto-conhecimento e se em suas vidas tradicionais, a maior parte das pessoas é extremamente criteriosa na escolha daqueles com quem irão dividir suas camas, ao ingressarem em um meio onde a intensidade deste envolvimento é muito maior, é preciso que se afastem do mito que só encontrarão pessoas extremamente capazes, éticas e honestas.
Nas relações D/s, mais do que em qualquer outra, é imprescindível uma observação cuidadosa e sem pressa de com quem nos relacionamos.
O que vale é o BOM SENSO, a BOA EDUCAÇÃO, a GENTILEZA, e isso que seria o BÁSICO das boas relações SOCIAIS, nem sempre está presente.
Hoje, com tudo o que vivemos com a internet, a divulgação mais veloz e ampla de vários conceitos e idéias, a possibilidade do anonimato virtual, com a capacidade que existe de se enganar sobre coisas que seriam primordiais em uma relação pessoal real (como a IDENTIDADE da pessoa com quem você se relaciona), acho que é prudente relembrar a importância de:


- Saber que estamos tratando com alguém REAL, correspondente ao que diz ser, por exemplo: se aquele que se diz homem, realmente o é; se quem se diz mulher realmente o é; se a sub é sub e até mesmo se o Top é Top, pois como já tratei em post anterior, existem Tops que são portadores de diversos e-mails, um como Dom, outro como Domme, outro como escravo, outro como submissa... e assim vai.
- Conhecer os OBJETIVOS desta pessoa, assim como deixar claro os próprios objetivos, para saber que ambos querem atingir objetivos similares na relação.
- Ter no mínimo uma NOÇÃO de quem é esta pessoa e seu CARÁTER.
- Sempre existir um canal de comunicação livre, nunca sendo restrito qualquer questionamento.


Por hoje é só!
Que o GADU esteja com vocês!
.'.HERR THOR.'.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Dicas para a primeira Sessão/ Encontro


A Caminho do Primeiro Encontro/Sessão


COMO SE CONHECER:
A vida no mundo BDSM é extremamente complicada. Se conhecer um namorado/namorada no mundo baunilha jé é difícil, isso se torna ainda mais complicado no mundo BDSM, pois aqui a SEGURANÇA da sub está sempre em jogo.
Já ouvi alarmantes relatos de pessoas desse mundo com quem convivo, mas agora, com meu convívio direto com minha pet, {tigerin_hope}_H.’.THOR, ouvi um relato de arrepiar os cabelos.
Há algum tempo, visitando a sala de bate papo da UOL para Sado, ela viu o nome de um Dom com o qual já tinha mantido contato por e-mail e MSN, através de seu Blog. Foi conversar com ele e depois de alguns minutos de conversa percebeu que ele não era ele verdadeiramente.
Alguns comportamentos alarmantes (que podem acender uma luz de alerta nas submissas que visitam essas salas) para um Dom:
+         “Berrar” com a sub como se ela lhe pertencesse ou fosse mero “material”;
)        Um verdadeiro Dominador vai conversar e conhecer a pessoa do outro lado... procurando saber se tem ou não algo em comum com ela e não tentar submete-la imediatamente, mesmo porque, talvez seja um “engano” a pessoa do outro lado do monitor... pode ser alguém de outro sexo, ou alguém só “brincando”;
+         Exigir ve-la nua pela cam;
)        A nudez da submissa não é um ponto essencial, pode-se realizar sessões inteiras com a submissa vestida, sem que se perca o domínio na sessão;
+         Exigir que lhe envie fotos nuas ou de partes nuas de seu corpo;
)        Estes supostos Dom’s na verdade querem “pornografia” gratuita, e a submissa deve se resguardar em relação a isso;


+         Querer colocar “coleira virtual” imediatamente;
)        A coleira, seja virtual ou física é um ato de grande importância, realmente, o ato de maior importância no mundo BDSM, portanto não deve ser levado de forma leviana, mas somente depois de conhecer a submissa, sua vida, sua postura, sua forma de ser e atuar. Primeiro porque é essa pessoa quevai zelar pelo nome do Dono e segundo porque, em contrapartida, ela deve saber se deseja estar atrelada aquele Dono e suas preferências e idiossincrasias;
+         Marcar o 1° encontro direto no Motel ou fazendo exigências que deixem claras as intençoes de ir para o Motel;
)        O primeiro encontro não deve ser confundido com a primeira sessão. Principalmente quando se conhece a pessoa por meios virtuais. Se você conhece a pessoa pessoalmente (como no meu caso) você até pode pensar em misturar as duas coisas, mas, na realidade, não é recomendável.

+         Exigir que a sub leve dildos, prendedores, cordas, algemas e outros “brinquedos”;
)        Um Dono que se preze tem sempre SUA mala “dos prazeres”, com seus objetos. E ele não só leva os objetos, como zela por eles e os guarda e ordena. Já ouvi os mais diversos apelidos para as malas dos Donos, o mais interessante e mais usado (inclusive pela minha pet) é “A Caixa de Pandora”... de onde nunca se sabe o que vai sair!

O PRIMEIRO ENCONTRO:
O mais razoável para a submissa é marcar num local público, a meio caminho de ambos, e de onde ela possa sair sozinha com facilidade. Utilizando-se de conduções próprias (seu proprio carro, ônibus, auxilio de amigos previamente avisados ou taxi) pois isso funciona como proteção contra lunáticos para a submissa.
Faça sempre seus primeiros encontros em lugares públicos. Não vá com um completo desconhecido para outro lugar. Use o senso comum que usaria em uma situação que não tivesse relação com o BDSM, e ainda assim é fácil esquecer-se disto.



A PRIMEIRA SESSÃO:

Se você pretende realizar alguma atividade envolvendo bondage, spanking, resistência ou qualquer outra cena, é extremamente prudente estabelecer uma SAFEWORD (ou palavra de segurança), que signifique "Pare! E eu não estou brincando!" Esta palavra deve ser uma que você não esquecerá e não surgirá por acaso de nenhuma outra maneira. Muitas pessoas usam "Verde-Amarelo-Vermelho:", onde o verde significa "tudo bem," o amarelo "não precisa parar, mas não pegue tão "pesado"," e vermelho "Pare tudo imediatamente"


Tenha muito cuidado ao se relacionar com alguém pela primeira vez - particularmente nos casos onde você ainda não conhece bem esta pessoa, e mais ainda nos casos onde você não tem idéia de como ela reagirá em uma situação problemática.

Algo que pode ser muito útil se você estiver indo a um encontro com alguém que você não conhece bem, combine para um amigo ligar para você em determinada hora. Estabeleça um código que você dirá se estiver tudo bem. Se você não disser essa palavra durante as chamadas, ou se você não responder às chamadas, seu amigo deve imediatamente notificar as autoridades. Certifique-se seu amigo sabe onde você estará, e informe seu acompanhante que você está esperando aquela chamada e precisa atende-la. Alguém que não concorde com isso, certamente não é um uma companhia segura.

Por hoje é só!
Que o GADU esteja com vocês!
.'.HERR THOR.'.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Filosofando sobre o BDSM

O BDSM é o invólucro de um tipo de relação complicada, a relação D/s. Tem gente que afirma existirem tipos diferentes de BDSM... tem gente que afirma os tipos diferentes de Dominação... e tem gente que afirma os diferentes tipos de submissão.
Será que dá pra diferenciar tantas coisas? Ou na realidade é o SER HUMANO que se diferencia? E portanto, as relações que eles estabelecem?
O BDSM é um só... regido pela máxima do SSC. (ponto)
As relações estabelecidas... estas sim, se modificam!
Com mais gritos, mais falas mansas, mais olho no olho, mais castigo, mais dor, menos dor, mais humilhação, mais gritaria, menos carinho, mais liturgia, menos sexo, mais hierarquia, mais sexo...
Mais disso e menos daquilo... cada relação se forma de maneira diferenciada com ingredientes também diferenciados... a grosso modo, podemos compará-las a um bolo... muito açúcar e pouca farinha, desandam o bolo, da mesma forma que pouco fermento pode solá-lo. Assim é tão difícil ver, no mundo BDSM relações de D/s que durem anos... elas acabam “desandando” com o tempo, pois passa-se a se acrescentar muita baunilha... ou muita pimenta. Se tem muita baunilha a sub vira sua faxineira, doméstica... se tem muita pimenta vira seu saco de pancadas.
Eu gosto de bolo com um toque de baunilha, mas também gosto de chocolate com pimenta! E também gosto de canela e de menta!
No final das contas eu diria que o BDSM não tem categorias, mas tem diversas formas de ser encarado! Ou melhor... 3 níveis de profundidade. LIGHT, SOFT e HARD. Cada um destes níveis, provavelmente, poderia ser re-re-re-dividido... mas como abordo por um lado filosófico-psicológico, prefiro manter em 3 níveis. 
LIGHT:
É o BDSM de internet, de curiosos e de fetiche. Não que as 3 coisas sejam iguais. Mas os curiosos ou aqueles que entram em chats para ouvir sobre BDSM, em sua maioria, chegam a sessões virtuais ou pelo telefone e se chegam a sessões reais, no máximo, a uma ou duas sessões únicas, que vão carregar como lembrança pro resto da vida. São poucos os Tops que começaram assim, na verdade não conheço nenhum. E poucos os subs que foram iniciados dessa maneira e continuam no meio... alguns, poucos, sortudos, que iniciaram com Dominadores sérios. E cá entre nós... Dominadores sérios não andam em salas de bate papo na madrugada... a não ser por curiosidade... ou insônia!
Por que coloco os “fetichistas” nesse primeiro bloco? Simples. Para eles o BDSM é só para apimentar o sexo. A maioria é casado(a) e tem sub ou subs com quem se encontram em motéis para sessões. (ponto) Quer dizer, ponto mesmo, fim. Acaba ali. Sem manter relação verdadeira. É só sexo. Sexo apimentado. Mas sexo. Top e sub voltam para casa levando consigo marcas e lembranças que 99% das vezes jamais se repetirão!
SOFT:
É o BDSM praticado como Filosofia de Vida. E não falo só das relações 24/7, nem das relações de namo D/s, falo também das relações, que, mesmo sendo ocasionais, têm como princípio o ser 100% Top, ou 100% sub... ou 100% switcher. (risos) A questão que levanto é que vejo por aí diversos Dom’s com e-mails alternativos de sub, Domme e outras coisas... Será um caso de duplicidade ou triplicidade de personalidades? Ou, arrisco-me... é sem vergonhice mesmo! Outro ponto interessante sobre a Dominação é que alguns “Dom’s” casados, têm hora pra chegar em casa... a patroa os domina! E por falta de capacidade para dominar em casa, procura subs desavisadas para supostamente “Dominar na rua”.
Deixo aqui um link do blog “Surto paranóico das submissas de alma”, onde as “meninas” tratam exatamente disso! E de maneira muito interessante! Façam boa leitura!
Na outra face da moeda está o sub. Que tem que ter a clareza de que carregar a coleira de um Top e seu nome, é como se carregasse o próprio Top o dia todo, portanto, se cometer um erro, disser uma mentira ou ultrapassar os limites, envergonha não só a si mesmo (a), mas também ao seu Dono (a). Mas eu bato na tecla de que uma submissa não é uma escrava, pois o escravo era comprado e não tinha direitos, já a submissa é uma serva, a servidão é opcional, você escolhe quem você serve, e se um dia quiser deixar de servir, é só entregar a coleira. E sim, o sub tem direitos sim! Na verdade para que o “C” do SSC funcione, o sub tem que ter o direito de pedir água. De parar a sessão!
HARD:
É o BDSM praticado sob 2 circunstâncias:
Na primeira – é o BDSM praticado de forma Light, tanto faz se é só o sexo em sessões esporádicas ou via internet, ou se é com uma prática vivencial; mas que chega às vias do Sado-Maso. Por isso é hard. Pelo “peso”, pela dureza das marcas, pela quantidade da dor. Hard porque tem muito peso, muita dor.
Na segunda – é o BDSM praticado de forma Soft, mas com uma vida 24/7 de D/s. Não se enganem. Entendam do que falo. Seria eu, Top, dominando cada ato, cada segundo da minha pet. Desde o momento em que acorda até o tempo em que dorme! Seria a prática da Liturgia Ritual diariamente. Seria o ensinar constante, seguido do prêmio ou da punição. Adestramento. Teoria de Skinner, que tratou amplamente da psicologia comportamental ou Behaviorista. Onde se trabalha com o Reforço Positivo ou Negativo. No Reforço Positivo – o prêmio. No Reforço Negativo – a punição ou castigo.
É realmente o outro extremo da linha! Seria, por exemplo as Hierarquias levadas ao extremo de se ter 2 ou mais subs dentro de casa e um poder sentar no sofá, pois tem uma hierarquia mais alta e o outro não, pois pertence a uma hierarquia mais baixa.
Seria o “casar” com a sub e mante-la em lingerie e coleira o dia todo, vivendo um “Dogplay” as 24 horas do dia! Conheci, certa feita, um casal assim. Ela era linda, longos cabelos ruivos e olhos verdes, o corpo cheio de curvas nos lugares certos, doce e meiga. Depois de algum tempo, voltando ao mesmo Clube, vi o Top novamente e de cara perguntei se não tinha dado certo com aquela moça. Ele surpreso falou que tinha e me apontou uma coisinha no chão. Realmente uma coisinha... um feixe de palitos, cabelos escuros e curtos, toda encolhida. Então perguntei se ela não era ruiva. Ao que ele me disse que ela tinha apanhado bastante por mentir sobre o tom de seu cabelo, mas que agora havia aprendido. Aquele homem conseguiu “matar” aquela alma submissa. Espremendo-a de tal forma, submetendo-a de tal forma, que nada restou.
Todos os Hard são assim?
Não! Ou provavelmente não! Na verdade não conheço muitos que deram certo... nem aqui no Brasil, nem na Europa.
Mas a verdade é que eu não sou o “Papa” no assunto, assim como ninguém o é! Não existe cartilha! Nem Manual! Por que? Simples. Porque a filosofia-psicologia comportamental varia, portanto, isso quer dizer que o comportamento humano varia! E assim... voltamos ao início... o BDSM é um só. Regido pela máxima do SSC!
Mas o comportamento individual é que vai “dar o tom” do que é são. Para mim e para a minha pet, uma chicotada de chicote único, com a minha força toda nas costas, não é nada são, pois, com certeza traria um corte, sangue e uma cicatriz. Mas... não tem pets que adoram olhar suas marcas, seus hematomas e “medem” as cicatrizes... do mesmo jeito que os adolescentes “medem” o pênis?
A questão final é a seguinte, se refletirmos sobre todas essas teorias: ninguém tem poder, envergadura ou legitimidade moral para “legislar” sobre a sexualidade humana. Todo mundo tem direito a ter a sexualidade mais feliz e prazerosa, que puder ou quiser, de acordo com seus limites.
Se o casal é feliz sendo "baunilha", fazendo papai e mamãe de luz apagada, vai fundo!
Se o casal segue a filosofia de vida BDSM, pois assim sente mais prazer, siga em frente!
Se você acredita numa filosofia de vida onde se inclui o swing... por que não? É problema seu! Manda ver!
Se você é homossexual ou bissexual, melhor viver isso do que esconder-se disso! Viva!
Qualquer que seja o seu modo de ver e viver o sexo... é seu. E portanto, legítimo! Siga-o!
O que realmente importa? REALMENTE...
Importa que o casal se respeita, se ama, tem diálogo, é cúmplice e aceita um ao outro. E se sente mais prazer numa relação dessa forma do que de outra... ótimo!
Seus momentos íntimos não devem ser vistos como “amorais”, “imorais” ou como “perversão”, e sim como uma faceta da sua sexualidade.
E cada um de nós tem direito á exploração da sua sexualidade. Mesmo dentro desse país carola e sentencioso em que vivemos!

ATENÇÃO!
Gostaria de alertar aos leitores que se houver divergências ou discordâncias a respeito do que aqui foi postulado, Existe uma página chamada "Embasamento", onde exponho toda a teoria psicológica, filosófica e sociológica na qual me embaso para dizer o que digo!
Assim, se não concordarem... discordem dos teóricos! Mas, por favor, mantenham a educação, mesmo ao discordar!

Por hoje é só!
Que o GADU esteja com vocês!
.'.HERR THOR.' .& Hope  Subway