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segunda-feira, 23 de maio de 2011

PLÁGIO


Plágio!
Que coisa desagradável!
Quando escrevemos um texto, montamos um post, escrevemos um poema ou um conto,  ou qualquer que seja a nossa obra, quando derramamos nosso sangue, suor e lágrimas e vem alguém e copia livremente como se fosse seu, colocando seu nome descaradamente, é como se matassem seu filho, roubassem um pedaço de sua alma!
Eu e meu Dono, .’.Herr Thor.’. já falamos muito sobre plágio e vocês, seguidores de ambos, já viram o quanto eu, especificamente sofri com o plágio de meus poemas eróticos e com o uso de minhas fotos na net.
Assim, eu mais do que ninguém primo pelo bom uso da informação! Ontem mesmo fiz um post no meu blog de Cultura falando que com o advento da internet, passamos da era da “Informação” para a era da “Colaboração”. Como exemplo maior disso temos a Wikipédia. De onde tirei o significado da palavra PLÁGIO e cito a seguir:

"A origem etimológica da palavra demonstra a conotação de má intenção no ato de plagiar; o termo tem origem do latim ‘plagiu’ que significa oblíquo, indireto, astucioso [1]. O plágio é considerado antiético (ou mesmo imoral) em várias culturas, e é qualificado como crime de violação de direito autoral em vários países.
Plágio não é a mesma coisa que paródia. Na paródia, há uma intenção clara de homenagem, crítica ou de sátira, não existe a intenção de enganar o leitor ou o espectador quanto à identidade do autor da obra.
Para evitar acusação de plágio quando se utilizar parte de uma obra intelectual na criação de uma nova obra, recomenda-se colocar sempre créditos completos para o autor, seguindo as normas da ABNT, especialmente no caso de trabalhos acadêmicos onde normalmente se utiliza a citação bibliográfica."
Assim sendo, mais uma vez, eu e meu Dono .’.Herr Thor.’. repudiamos o PLÁGIO, mas enaltecemos os atos onde se reconhece o brilhantismo de um autor (como tenho feito há anos com Saulo Prado, Luis Nantes, Lord Bondage, Marcello Blum – com quem tenho uma parceria ativa-,  Helena Lopez e outros) que mereceram minha admiração e meu respeito. Por isso continuo “Parafraseando-os” ou simplesmente copiando seus posts e dando os devidos créditos pois acredito que a informação dividida e compartilhada aumenta os conhecimentos e não diminui NADA! DE NINGUÉM!
Todos saímos ganhando com a publicação de outro autor em nossos blogs... inclusive o autor que recebe não só a audiência de seu blog mas também a dos visitantes do outro blog. Assim amplia-se a teia de conhecimentos! E ninguém sai perdendo!
Espero sempre o melhor, portanto, espero o respeito e a dignidade dos demais blogueiros! E aqueles que concordam ou discordam dessa visão, por favor manifestem-se!
Beijos.
-Hope Subway-
&
.’.Herr Thor.’.




quinta-feira, 7 de abril de 2011

GADU

Pessoal, queria esclarecer aqui o verdadeiro significado da minha saudação de despedida no fim de todos os meus posts.
Para quem ainda não sabe o que é G.A.D.U. é a abreviatura de:

GRANDE
ARQUITETO
DO
UNIVERSO

O criador de tudo isso abaixo:


e o GADU não se refere à cantora Maria Gadú, abaixo:


Por hoje é só!
Que o GADU (devidamente esclarecido) esteja com vocês
.'.HERR THOR.'.

quinta-feira, 17 de março de 2011

O que define uma relação BDSM?

O que define uma relação BDSM?

Já vi e participei de vários debates em listas de discussão, chats e pessoalmente onde as pessoas do meio BDSM tentavam chegar a um consenso do que define uma relação como BDSM ou não.
Esta definição nunca foi fácil e isso se deve ao fato de que trata-se de um conceito pessoal. É evidente que determinados grupos podem estabelecer critérios para a aceitação das pessoas em seus quadros, mas isso não impõe aos indivíduos de fora daquele grupo o conceito adotado por eles.
Mas onde começa o BDSM em uma relação "baunilha"? Em um tapa na hora da transa? Um xingamento que excita? Em uma "pegada" mais forte? Um beijo no pé? E por que isso tem alguma importância?


A importância desta definição (ou da não existência de uma...) está no preconceito. O BDSM sofre aos olhos da sociedade uma rejeição de um modo geral por associa-lo à violência e ao crime, embora para qualquer pessoa que se proponha a conhecer o assunto descubra com facilidade que qualquer relação que não seja SÃ, SEGURA e CONSENSUAL não possa se enquandrar como BDSM.
Portanto, acredito que o CRITÉRIO para definir se uma relação é ou não BDSM deva ser INCLUSIVO, trazendo para dentro do que é BDSM mesmo as práticas desprovidas de liturgias ou formalismos, pois com isso as pessoas perceberão o quanto o BDSM é presente em sua vida erótica, mesmo que não de forma extrema ou disciplinada, mas de um modo que pode (se for da vontade dos envolvidos) ser aprimorado técnicamente.


Se utilizarmos este critério vamos ver o BDSM em mais do que estamos acostumados (grupos fechados, misteriosos e fora do alcance), em práticas eróticas cotidianas e que não fazem de ninguém um desequilibrado por praticá-las.


Por hoje é só!
Que o GADU esteja com vocês!
.'.HERR THOR.'.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Caminhando para um relacionamento D/s feliz

Caminhando para um relacionamento D/s feliz

Relacionamentos envolvendo Dominação / submissão são de um sensível equilíbrio para que se vejam estabelecidos de forma completa. É um processo que tem início de formas variadas, com cada caso tendo as suas particularidades, porém com pontos em comum.
Superados os primeiros contatos (normalmente virtuais) e conseguidas as definições de objetivos principais comuns, é preciso que se estabeleça o DIÁLOGO.

Para quem viveu até então em um ambiente de fantasias, isso pode ser frustrante, por significar um retardamento da PRÁTICA, mas é um período fundamental, pois partir para a realização de fantasias com a pessoa errada, certamente é o caminho da frustração, e conseguir uma realização prática muito diferente daquela que foi sonhada.
Quem sempre viu os relacionamentos de Dominação / submissão (D/s) de fora, sempre os vê de forma INTENSA, PERFEITA e PRONTA. Porém, a realidade não é assim. Como em uma peça de teatro, onde o público assiste o resultado de muitos ensaios, trabalho árduo de bastidores, também é assim aqui.

Para que se chegue a um resultado satisfatório será preciso muita conversa, diálogo, troca de opiniões e conhecimento técnico sobre práticas, que é o equivalente aos ENSAIOS, os “laboratórios”, as pesquisas feitas para se compor um personagem.
Trata-se de uma analogia que poderia ser feita com a grande maioria das atividades profissionais, nas quais sempre é preciso uma preparação e esta preparação em nosso caso, se dá conhecendo um ao outro.
Uma visão distorcida comum é que uma vez dentro do ambiente de convivência das relações D/s, não cabe qualquer questionamento à quem se intitula “dom”, “mestre”, “rainha”, “lorde” ou qualquer outro denominação que implique em mostrar sua condição de dominante do interlocutor.
Esta premissa tão difundida FORA do meio precisa ser desmistificada e todos necessitam compreender o quanto é SAUDÁVEL se questionar a quem não se conhece. O quanto fará BEM a ambos que se possa ir adiante com todas as dúvidas esclarecidas.
E isso nada tem de DESRESPEITO, porque quem teme o DIÁLOGO ou mesmo teme ser questionado, não merece confiança.
Algumas pessoas poderiam questionar se todo este diálogo e questionamento não tirariam o caráter D/s da relação.
Digo que não. Porque a relação D/s mesmo não se estabelece até que seja superada esta fase de questionamentos e diálogo. Só após esta fase que a CONFIANÇA passa a reinar e aí sim, podemos falar em uma relação D/s. Essa capacidade de comunicação nada tem a ver com uma distorção de quem MANDA NA RELAÇÃO, porque até que a relação esteja estabelecida, o poder ainda não foi entregue às mãos do TOP.
Por isso é que nos primeiros contatos, mais do que conhecer o Dominador ou a submissa, as pessoas irão conhecer os SERES HUMANOS. E há que se ter em mente que estamos lidando aqui com uma atividade erótica na qual se estimula intensamente o corpo e desenvolve-se uma nova concepção, que amplia em muito o conceito do sexo tradicional, para uma gama enorme de prazeres possíveis.
Serão conhecidos aspectos novos ou escondidos da própria personalidade, um grande exercício de auto-conhecimento e se em suas vidas tradicionais, a maior parte das pessoas é extremamente criteriosa na escolha daqueles com quem irão dividir suas camas, ao ingressarem em um meio onde a intensidade deste envolvimento é muito maior, é preciso que se afastem do mito que só encontrarão pessoas extremamente capazes, éticas e honestas.
Nas relações D/s, mais do que em qualquer outra, é imprescindível uma observação cuidadosa e sem pressa de com quem nos relacionamos.
O que vale é o BOM SENSO, a BOA EDUCAÇÃO, a GENTILEZA, e isso que seria o BÁSICO das boas relações SOCIAIS, nem sempre está presente.
Hoje, com tudo o que vivemos com a internet, a divulgação mais veloz e ampla de vários conceitos e idéias, a possibilidade do anonimato virtual, com a capacidade que existe de se enganar sobre coisas que seriam primordiais em uma relação pessoal real (como a IDENTIDADE da pessoa com quem você se relaciona), acho que é prudente relembrar a importância de:


- Saber que estamos tratando com alguém REAL, correspondente ao que diz ser, por exemplo: se aquele que se diz homem, realmente o é; se quem se diz mulher realmente o é; se a sub é sub e até mesmo se o Top é Top, pois como já tratei em post anterior, existem Tops que são portadores de diversos e-mails, um como Dom, outro como Domme, outro como escravo, outro como submissa... e assim vai.
- Conhecer os OBJETIVOS desta pessoa, assim como deixar claro os próprios objetivos, para saber que ambos querem atingir objetivos similares na relação.
- Ter no mínimo uma NOÇÃO de quem é esta pessoa e seu CARÁTER.
- Sempre existir um canal de comunicação livre, nunca sendo restrito qualquer questionamento.


Por hoje é só!
Que o GADU esteja com vocês!
.'.HERR THOR.'.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Dicas para a primeira Sessão/ Encontro


A Caminho do Primeiro Encontro/Sessão


COMO SE CONHECER:
A vida no mundo BDSM é extremamente complicada. Se conhecer um namorado/namorada no mundo baunilha jé é difícil, isso se torna ainda mais complicado no mundo BDSM, pois aqui a SEGURANÇA da sub está sempre em jogo.
Já ouvi alarmantes relatos de pessoas desse mundo com quem convivo, mas agora, com meu convívio direto com minha pet, {tigerin_hope}_H.’.THOR, ouvi um relato de arrepiar os cabelos.
Há algum tempo, visitando a sala de bate papo da UOL para Sado, ela viu o nome de um Dom com o qual já tinha mantido contato por e-mail e MSN, através de seu Blog. Foi conversar com ele e depois de alguns minutos de conversa percebeu que ele não era ele verdadeiramente.
Alguns comportamentos alarmantes (que podem acender uma luz de alerta nas submissas que visitam essas salas) para um Dom:
+         “Berrar” com a sub como se ela lhe pertencesse ou fosse mero “material”;
)        Um verdadeiro Dominador vai conversar e conhecer a pessoa do outro lado... procurando saber se tem ou não algo em comum com ela e não tentar submete-la imediatamente, mesmo porque, talvez seja um “engano” a pessoa do outro lado do monitor... pode ser alguém de outro sexo, ou alguém só “brincando”;
+         Exigir ve-la nua pela cam;
)        A nudez da submissa não é um ponto essencial, pode-se realizar sessões inteiras com a submissa vestida, sem que se perca o domínio na sessão;
+         Exigir que lhe envie fotos nuas ou de partes nuas de seu corpo;
)        Estes supostos Dom’s na verdade querem “pornografia” gratuita, e a submissa deve se resguardar em relação a isso;


+         Querer colocar “coleira virtual” imediatamente;
)        A coleira, seja virtual ou física é um ato de grande importância, realmente, o ato de maior importância no mundo BDSM, portanto não deve ser levado de forma leviana, mas somente depois de conhecer a submissa, sua vida, sua postura, sua forma de ser e atuar. Primeiro porque é essa pessoa quevai zelar pelo nome do Dono e segundo porque, em contrapartida, ela deve saber se deseja estar atrelada aquele Dono e suas preferências e idiossincrasias;
+         Marcar o 1° encontro direto no Motel ou fazendo exigências que deixem claras as intençoes de ir para o Motel;
)        O primeiro encontro não deve ser confundido com a primeira sessão. Principalmente quando se conhece a pessoa por meios virtuais. Se você conhece a pessoa pessoalmente (como no meu caso) você até pode pensar em misturar as duas coisas, mas, na realidade, não é recomendável.

+         Exigir que a sub leve dildos, prendedores, cordas, algemas e outros “brinquedos”;
)        Um Dono que se preze tem sempre SUA mala “dos prazeres”, com seus objetos. E ele não só leva os objetos, como zela por eles e os guarda e ordena. Já ouvi os mais diversos apelidos para as malas dos Donos, o mais interessante e mais usado (inclusive pela minha pet) é “A Caixa de Pandora”... de onde nunca se sabe o que vai sair!

O PRIMEIRO ENCONTRO:
O mais razoável para a submissa é marcar num local público, a meio caminho de ambos, e de onde ela possa sair sozinha com facilidade. Utilizando-se de conduções próprias (seu proprio carro, ônibus, auxilio de amigos previamente avisados ou taxi) pois isso funciona como proteção contra lunáticos para a submissa.
Faça sempre seus primeiros encontros em lugares públicos. Não vá com um completo desconhecido para outro lugar. Use o senso comum que usaria em uma situação que não tivesse relação com o BDSM, e ainda assim é fácil esquecer-se disto.



A PRIMEIRA SESSÃO:

Se você pretende realizar alguma atividade envolvendo bondage, spanking, resistência ou qualquer outra cena, é extremamente prudente estabelecer uma SAFEWORD (ou palavra de segurança), que signifique "Pare! E eu não estou brincando!" Esta palavra deve ser uma que você não esquecerá e não surgirá por acaso de nenhuma outra maneira. Muitas pessoas usam "Verde-Amarelo-Vermelho:", onde o verde significa "tudo bem," o amarelo "não precisa parar, mas não pegue tão "pesado"," e vermelho "Pare tudo imediatamente"


Tenha muito cuidado ao se relacionar com alguém pela primeira vez - particularmente nos casos onde você ainda não conhece bem esta pessoa, e mais ainda nos casos onde você não tem idéia de como ela reagirá em uma situação problemática.

Algo que pode ser muito útil se você estiver indo a um encontro com alguém que você não conhece bem, combine para um amigo ligar para você em determinada hora. Estabeleça um código que você dirá se estiver tudo bem. Se você não disser essa palavra durante as chamadas, ou se você não responder às chamadas, seu amigo deve imediatamente notificar as autoridades. Certifique-se seu amigo sabe onde você estará, e informe seu acompanhante que você está esperando aquela chamada e precisa atende-la. Alguém que não concorde com isso, certamente não é um uma companhia segura.

Por hoje é só!
Que o GADU esteja com vocês!
.'.HERR THOR.'.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Namoro na Sex Shop

Muitas mulheres sentem curiosidade de saber como é uma loja de artigos eróticos, mas não tem coragem de entrar sozinhas. O homem atencioso pode ajudá-las a desmitificar esse mundo censurado. Como?Acompanhando-as.
São lojas de supérfluos. Badulaques modernos, desperdício, quinquilharia, como a maioria das lojas de brinquedos. Quase nada ali é necessário. Nem você nem ela precisam de um outro pênis, ou de um vibrador ou de uma camisinha sabor morango.
Os práticos vão perguntar: se não precisa, prá que ir lá? Ora, ninguém precisa de cinema, de videogame ou de carro importado. Para determinadas pessoas, entretanto, uma dessas coisa pode ser o tempero da
vida.
E nem é justo dizer: são anormais os que procuram essas coisas. Há um preconceito puritano em quem diz.
Esses objetos sempre existiram, em todas as culturas, só que agora são produzidos em série e vendidos em lojas.
O problema é atitude. Não se pode levar aquilo a sério. Depender daquilo. Quem não consegue ter ou proporcionar prazer sem aquela parafernália tem alguma coisa torta na cabeça que só o divã de psicanalista pode endireitar.
Há pessoas hipócritas. Na sua cidade não vão a sex shops, mas se viajam ao exterior, New York, Londres, Paris, Amsterdam, são assíduas. Outras, aqui, chegam à porta, vacilam, passam direto, vão à banca da esquina, voltam, olham em volta e praticamente atiram-se lá pra dentro. Pois relaxem todos. Não é mais pecado. Fantasias estão na moda, Porno shops são uma espécie de lazer. Estão entrando na categoria lúdica.
Então, o casal curioso pode até se divertir lá, como num shopping. Fantasiar a dois a brincadeira. Estudar possibilidades. Adivinhar usos. Descobrir novidades. Imaginar a viagem alheia. Conhecer, instruir-se, escandalizar-se.
Eu já fui com a {tigerin_hope} numa sex shop e pude sentir uma certa inquietação nela ao olhar alguns artigos: "Ah,isso em mim, nunca!" E você não vai vir aqui sozinho". Uma recusa cheia de promessas...
Como se minha pet fosse impedir o Dono de comprar sozinho uma surpresa pra ela na sex shop e deliciosamente testássemos, kkkk.

Por hoje é só!
Que o GADU esteja com vocês!
.'.HERR THOR.'.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Viva com seus outros sentidos, não só com a Visão - Parte 1

E se, em vez de pensar ou teorizar, deitássemos nosso corpo sobre a beleza e os cinco sentidos? Além de reflexão ou idéia, como seria esse toque? Melhor do que uma abordagem intelectual, que tal uma encoxada na estética dos relacionamentos?

Crítica à supremacia da visão

Vivemos imersos em uma cultura da visualidade. É o excesso do sentido da visão, mais do que qualquer outro, que define a relação de nosso corpo com o mundo. Se uma empresa quer fazer aparecer seu produto (ainda que ele seja direcionado ao nosso paladar, como um chocolate), ela prepara um comercial na TV para ser visto – não ouvido, cheirado, tocado ou degustado. Publicitários sabem que é a força da imagem que movimenta nosso desejo.
Por tal supervalorização, a visão é nosso sentido mais desenvolvido e aquele que retiraria de nós a maior porção de mundo em caso de perda. Sem qual sentido você viveria melhor? Visão ou olfato? Em qual dos cinco sentidos sua namorada é mais presente para você? Por qual sentido seu marido a ama mais? Quando você lembra de alguém, qual o sentido predominante?
Em um palestra que assisti num SESC SP, o professor Norval Baitello (doutor em comunicação e semiótica pela Universidade de Berlim) falou de outras culturas em que o sentido predominante não é a visão. Em uma delas, o cumprimento “Tudo bem com você?” significa algo assim: “Como está seu cheiro hoje?”. Para ele, visão e audição são os sentidos da distância, enquanto tato, gustação e olfato são os sentidos da proximidade, da intimidade.
De fato, para um relacionamento, cheirar é muito mais importante do que ver, pois podemos ver qualquer um, mas cheirar apenas aquele que nos é próximo. A visão não define amor algum: vemos bundas na Playboy, decotes à distância, mulheres na webcam, homens estranhos ao redor. Se a visão predomina, é porque não há relação íntima. A audição também: conversamos por telefone ou Skype, ouvimos milhares de vozes estranhas em um bar… Nossa visão e audição são preenchidas por muitos com os quais não temos quase nenhuma relação.
Com nosso parceiro amoroso, no entanto, a visão e audição perdem poder. O outro está perto demais para ser visto, silencioso demais para ser ouvido. Antes ela era um quadril perfeito, costas lindas, ombros, colo e cabelos inebriantes. Sua beleza estava nos traços. Agora, no escuro do quarto, seus limites se misturam e é precisamente isto que a faz bonita. Seu quadril não é mais visto. É tocado, cheirado, empurrado, puxado, lambido, mordido. Antes ele se destacava por estar separado, pela impositiva linguagem visual, das costas e das pernas. Agora, o quadril se desdobra e nos leva às pernas e às costas. Ele é um prolongamento do prolongamento. Antes, o corpo tinha começo e fim, dos pés à cabeça, distinto do chão e do local onde se movia. Agora, o corpo é infinito: assim que o entendemos, assim que o capturamos 100%, ele muda de posição e logo o perdemos novamente. Sua mulher se estende diagonalmente na cama, você se deita em cima, tenta envolvê-la com seu corpo e descobre que, sem a visão, é impossível tocar de uma só vez a extensão completa de seu corpo. Na verdade, nem a visão consegue isso, já que é impossível ter uma perspectiva de 360º.
No dia seguinte, ela não nos parecerá bela por imagens na memória. Sua beleza estará no cheiro dos dedos e unhas (aquele que o sabonete parece ignorar e você quer que ele continue ignorando), no relevo da língua, no gosto alterado da saliva, na lembrança de como o corpo dela deslizava pelo seu – sabe aquela aura que o outro deixa a um centímetro de nossa pele?
Se nós, como sociedade, escolhemos colocar o sentido da visão acima de todos os outros, não deveríamos reclamar da falta de profundidade e criatividade em incontáveis relacionamentos. Ora, o sentido que mais estimulamos, a capacidade que mais treinamos, é justamente aquela que usamos apenas até o ponto em que tocamos nosso parceiro, até o ponto em que a relação começa.
Mais ainda, a visão é sentido da dualidade: sujeito aqui, objeto lá; olhos de um lado, paisagem de outra. Em todos os outros, objeto e sujeito se confundem. Onde está mesmo o som dessa música? Aqui dentro ou fora? Enquanto você coloca sua mão em mim, que parte do toque é sua e que parte é minha? Com um morango ou chocolate na boca, sou capaz de saber o que é morango, chocolate, o que é língua e o que é gosto de morango e chocolate? Seu cheiro é isso que vem de você ou isso que parece que brota de dentro de mim? Na verdade, a visão também funciona de modo não-dual, mas por ela é muito mais complicado vivenciar a não-dualidade. Sua ilusão de dualidade (a sensação de que o mundo está lá fora), é tão persistente que nos leva a acreditar que a cor, por exemplo, é uma propriedade dos objetos.
A visão é também o sentido pelo qual medimos a beleza: o outro é belo ou não na medida em que sua imagem é bela. Nossa experiência estética do mundo, originalmente ampla e proporcionada por cinco vias, se restringiu de tal forma que atualmente sequer usamos nariz, pele, ouvido e língua para responder à pergunta “E aí? Bonito ele?”. Usamos apenas os olhos! Esquecemos que aquele homem que parece belo aos nossos olhos talvez nos pareça horrível pelo nariz, pele, ouvido e língua. E aquela mulher que nos excita pela visão talvez não seja aprovada por nossa pele.

Uma venda vermelha

De olhos bem fechados. Para as melhores sensações da vida, cerramos as pálpebras, puxamos o ar e abrimos os poros. Percebemos que para a beleza do amor a visão é secundária. Se pudéssemos guardar algo de nosso parceiro, escolheríamos um cheiro, toque ou gosto, não algo que pudesse estar disponível no Facebook ou no YouTube.
No meio de um bar, de olhos abertos, tudo o que você vê é um bar. De olhos fechados, pode imaginar o céu acima, a rua que leva para a casa dela, a casa dela, o perfume dela, ela sem perfume, a textura da pele, o gosto da brisa do céu acima da casa dela… De olhos fechados, você não tem só um bar, você tem o mundo.
No canto da cama, de olhos abertos, você vê a boca dela vindo até a sua, armários ao fundo, teto, luminária, paredes e um quadro. De olhos bem fechados, o quarto inteiro é a boca dela, o mundo são lábios que o envolvem por completo. Você esquece que tem pés e pernas. Você não vê uma cama em um quarto em uma cidade em um país em um planeta… De olhos fechados, só há o beijo. Eis por que o amor é cego (uma venda vermelha, mais precisamente) e não deveria ser de outra forma.
Continua…
P.S.: Se quiser contribuir para a construção de uma sociedade menos imagética, ame alguém. Você naturalmente será menos refém de sua visão e vai treinar muito mais os outros quatro sentidos. O mundo se expande e as imagens se empalidecem diante das belezas cheiradas, tocadas, degustadas e ouvidas.

Por hoje é só, amanhã tem mais!
Que o GADU esteja com vocês!
.'.HERR THOR .'.
 

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Posições Sexuais & A Igreja!


POSIÇÕES SEXUAIS E SEUS PECADOS…
Posição de Quatro:É uma das posições mais humilhantes para a mulher, pois ela fica prostrada como um animal enquanto seu parceiro ajoelhado a penetra. Animais são seres que não possuem espírito, então o homem que faz o cachorrinho com sua parceira fica com sua alma amaldiçoada e fétida.
Sexo Oral:O prazer de levar um órgão sexual a boca é condenado pelas leis divinas. A boca foi feita para falar e ingerir alimentos e a língua para apreciar os sabores. A mulher engolindo o sêmen não vai ter filhos. E o homem somente sentirá dores musculares na língua ao sugar a vagina de sua parceira.
Sexo Anal:O ânus é sujo, fétido e possui em suas paredes milhões de bactérias. É o esgoto propriamente dito. No esgoto só existem ratos, baratas e mendigos. A pessoa que sodomiza ou é sodomizada ela se iguala a um rato pestilento. Seu espírito permanece imundo e amaldiçoado. Mas o pior é quando o ato é homossexual, pois o passaporte dessa infeliz criatura já está carimbado nos confins do inferno.
::: Veja a maneira certa de se relacionar sexualmente, segundo a cartilha :::
Posição Recomendada:O homem e a mulher devem lavar suas partes com 1 litro de água corrente misturado com uma colher de vinagre e outra de sal grosso. Após isso, a mulher deve abrir as pernas e esperar o membro enrijecido do seu parceiro para iniciar a penetração. O homem após penetrar a mulher, não deve encostar seu peito nos seios dela, pois a fêmea deve estar orando ao Senhor para que seu óvulo esteja sadio ao encontrar o espermatozóide. Depois do ato sexual, os dois devem orar, pedindo perdão pelo prazer proibido do orgasmo. Como penitência… O açoite com vara de bambu é aceito em forma de purificação.


Conclusão I: OU NOS VEREMOS TODOS NO INFERNO OU VAI FALTAR BAMBU NO MUNDO!!!
Conclusão II: SE ALGUÉM PRECISAR DE BAMBU, LÁ EM CASA TEM MUITO, MAS EU NÃO USO.
Conclusão III: SAL GROSSO, VINAGRE e CARNE NO BAMBU? VAI TRANSAR OU VAI FAZER CHURRASCO !!!

É só Humor Negro!
Alguma outra Conclusão? KKK...

- Hope Subway -
.'. HERR THOR .'.
Por hoje é só!
Que o GADU esteja com vocês!